quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

scenic world(beirut)


the lights go on
the lights go off
when things don't feel right
i lie down like a tired dog
licking his wounds in the shade

when i feel alive
i try to immagine a careless life
a scenic world where the sunsets are all
breathtaking

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

conquista

tolice, disparate, à primeira vista inutilidade como qualquer outra coisa inutil, ou simplesmente futilidade da vida, capricho.
pois bem, tal capricho parecia tão importante para ela, que não acreditavam ser real. incrivel era a seriedade de seu tom de voz enquanto pedia, suplicava para que seu desejo fosse atendido.
um broche, e apenas um broche. em qualquer brexó ou armarinho se encontraria um melhor que aquele, mas ela insistia em querer aquele broche para ela. e teimava, como teimava! com os olhos o tempo inteiro voltados ao broche, como se não os quisesse perder de vista. ela pedia.
o broche, era feio, sim, outra palavra não o descreveria melhor, feio, pois bem, se encaixa perfeitamente oras! era um broche feio, nem muito feio, nem pouco bonito, feio. enferrujado nas pontas, em formato de flor-de-lis, com uma pedra,que certamente era uma opala, aliás, uma perfeita imitação de opala, preta. taçlvez aquela opala era oque mais chamava atenção naquele broche, quis dizer que a opala era a unica coisa proveitável daquele broche. chegava a ser ridicula a cena. para que tanto alvoroço por um pedaço de metal enferrujado com uma pedra falsa em seu centro? todos se perguntavam isso, e no âmago de seu ser, até ela mesma se perguntava.
cansado de ver aquela cena, o pai recorreu a um recurso que deveria ter sido usado há muito, diga-se de passagem. resolveu perguntar
-mas porque queres tanto esse broche?
ela então parou. parou e simplesmente continuou a olhar para aquela opala, hipnotizante para ela aquela opala. ela fitava o broche com algo a mais nos olhos. ela tentava explicar, mas as palavras lhe falhavam, não vinham até a boca, ou não sabia como fazê-las irem, era tão pequena para entender o diálogo.
-me responda! para que vais querer tão feia peça? de que lhe servirá esse broche?
a criança estava desarmada. não tinha argumentos para justificar sua vontade, apenas queria quele broche, e mesmo sem saber o porquê, iria lutar por aquele broche.
-papai, esse broche nasceu para ser meu.
o pai apenas olhou a filha falar. ficou num misto de perplexo e confuso. não entendera como a filha conseguira falar tão profunda frase, aliás, tinha suas duvidas quanto à ciência dela quanto à profundidade de tal frase.
ela simplesmente falou oque lhe veio à cabeça no momento, e oque falou foi oque sentiu de mais verdadeiro no momento. aquele broche havia nascido para ela, e pronto. feio dio jeito que fosse, falso do jeito que fosse, ele era perfeito para ela, afinal, ele havia nascido para ela.
ele resolvera então comprar tal broche para a pequena. e quão impagável cena fora a reação da menina ao ganhar o broche! ela tomou o broche para si com o cuidado que uma mãe pega o filho no colo, e analisou com os dedos e os olhos, toda a formosura do broche, feito para ela. estava lá desde sempre, esperando que ela chegasse e o visse, e lutasse por ele.
a menina então, com toda a alegria do mundo(de seu mundo), pregou o broche na cintura de seu vestido."engraçado, realmente ficara bem nela", pensou o pai, e deu a mão à menina, que estava com o maior dos sorrisos no rosto, por carregar consigo agora aquele broche, só dela, feito para ela, em outro não ficaria tão perfeito, pois com nenhuma outra pessoa esse broche iria se sentir bem, apenas com ela, afinal, ele havia nascido para ela.